Os melhores álbuns de 2017

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Eu sei, eu sei. 2017 já acabou e um novo ano está aí. O seu ano do lado pessoal pode ter sido triste ou corrido. Mas uma coisa temos que concordar: 2017 no quesito música foi incrível.

Pra fechar esse ciclo e começar um novo, vamos falar um pouco de alguns discos que marcaram esse ano e se destacaram. Não será feito de forma de ranking (até porque seria injusto escolher um melhor que o outro). Então, vamos lá!

Os melhores álbuns de 2017

Queens Of The Stone Age – Villains

Queens Of The Stone Age

O sétimo disco da banda é um onde Josh Homme e companhia se aventuram por novos terrenos e chamam muita atenção por conta disso. A produção do disco ficou nas mãos do super famoso Mark Ronson (Amy Winehouse, Adele, Lady Gaga, Bruno Mars, entre outros). Muitos fãs mais conservadores torceram o nariz com o primeiro single ‘The Way You Used To Do’. Mas muitos entraram na dança (literalmente) e aceitaram bem tanto o single quanto o disco por inteiro. Se tornando um dos hits do ano.

Stormzy – Gang Signs and Prayer

Gang Signs and Prayer

O talentosíssimo Rapper britânico Stormzy misturou R&B, Hip Hop e o Grime nesse seu trabalho, com direito a uma capa memorável. Músicas como ‘First Things First’ e ‘Mr Skeng’ mostra que o britânico não está de brincadeira e mostra muita originalidade. Ele já estava num crescente sucesso, e com Gang Signs And Prayer ele se consolidou como um dos grandes Rappers dessa nova geração.

Criolo – Espiral de Ilusão

Espiral de Ilusão

Um dos maiores artistas da atualidade, Criolo chega com um disco que presta a devida homenagem ao samba e mostra muita verdade no resultado final. A cada trabalho do artista, vemos ainda mais evolução e afirmação de que ele está aqui pra ficar marcado no cenário musical por muito, mas muito tempo.

Boogarins – Lá Vem a Morte

Lá Vem a Morte

A banda Boogarins já um nome bastante falado por aí no quesito grandes promessas da música nacional. E com o álbum ‘Lá Vem A Morte’, os goianos mostram que mesmo com muitos shows, tanto aqui quanto fora, dá tempo sim pra se dedicar a um disco dinâmico, grandioso e, acima de tudo, criativo.

Flora Matos – Eletrocardiograma

Eletrocardiograma

A rapper faz a frase “demorou pra sair, mas valeu a pena” cair como uma luva para o seu ‘Eletrocardiograma’. Passando por um flow único, beats que fixam na mente, músicas que fazem você dançar mas também pensar e uma produção foda, é sem sombra de dúvidas uma das mulheres que mais brilharam em 2017. Destaque para ‘Bora Dançar’, ‘Preta de Quebrada’ e ‘Perdendo o Juízo’.

Royal Blood – How We Did Get So Dark?

How We Did Get So Dark?Agora aqui é um cara falando de uma de suas bandas favoritas. Pra quem não sabe, Royal Blood é um duo britânico de simplesmente uma bateria e um baixo com som muito parecido com guitarra. Nisso deu um dos melhores discos de rock da década. O homônimo lançado em 2014. E em 2017 eles voltaram lançando o ‘How We Did Get So Dark?’, com uma das capas mais bonitas do ano e mostrando um certo direcionamento de que caminho querem seguir pro futuro. Destaques para ‘Lights Out’, ‘Don’t Tell’, ‘Hook Line & Sinker’ e a viciante ‘I Only Lie When I Love You’ (que já li cantando).

Tyler, The Creator – Flower Boy

Flower Boy

Como é tradição do rapper lançar um disco a cada dois anos, 2017 foi o ano de Tyler, The Creator lançar seu quarto disco. E sem sombra de dúvida, é o melhor de sua carreira até agora. E ele não vem sozinho. Vem com um time pesado composto de nomes como Lil Wayne, A$AP Rocky, Frank Ocean e Jaden Smith

Mahmundi – Mahmundi 

Mahmundi

Mahmundi, ou simplesmente Marcela Vale, vem com seu terceiro trabalho com uma confiança e certeza que mostra que veio pra ficar. Dona de uma voz linda e de uma identidade musical própria, nesse disco ela mostra uma boa influência de sintetizadores que flertam com o Pop, R&B, MPB e muita coisa do Brasil dos anos 80. O resultado é incrivelmente lindo (e a capa é tão linda quanto!).

Gorillaz – Humanz

Humanz

E o projeto paralelo de Damon Albarn do Blur, a banda virtual Gorillaz voltaram para mais um trabalho adorável, como quase sempre conseguem fazer. Particularmente eu sinto a viralidade e olhar para o mundo da mesma forma que o Demon Days (meu favorito do projeto). Mas claro, ainda mais evoluído, com influências atuais de Rap, Hip Hop, Eletrônico, Alternativo e mais um monte de outros estilos. Tem várias participações incríveis, mas tem uma que vale a pena destacar: Noel Gallagher! Pelo jeito a rixa entre Oasis e Blur ficou no passado, não é?

Noel Gallagher’s High Flying Birds – Who Built The Moon?

Who Built The Moon?

E por falar no polêmico, ácido, surpreende, mas acima de tudo, talentosíssimo Noel Gallagher, ele voltou com o seu já firme projeto High Flying Birds para o terceiro disco, ‘Who Built The Moon?’. Que merece muitos elogios pois marca de fato o músico se afastando das influências do Oasis em suas canções. É um álbum que mostra muito bem que nunca é tarde para se reinventar. Saudades do Oasis? Bom, acho que por ele não.

Maglore – Todas as Bandeiras

Todas as Bandeiras

Outra galera que tá seguindo essa parada de discos a cada dois anos é a banda Maglore. E mais uma vez eles não decepcionaram. Depois do III que já me fez apaixonar pelo grupo, eles lançam um dos melhores discos do ano. Bem pessoal, sincero, com mensagens diretas, o álbum fala de erros, finais de relacionamentos, novos começos, dificuldades e por aí vai. Difícil você pegar pra ouvir e não viciar.

Baco Exu do Blues – Esú

Esú

Em um disco que consagra o Baco como um dos grandes nomes do Rap da atualidade, Esú mostra o Rapper falando sobre amor, ódio, luta de classes, lutas internas e fé com muita, mas muita influência na cultura brasileira. ‘Te Amo Disgraça’ é o hit do ano isolado. Mas o disco inteiro vem no mesmo nível. Nada menos do que incrível.

Lorde – Melodrama


Melodrama

Pra mim, o melhor disco pop há tempos. A cantora original da Nova Zelândia, fez um grande sucesso em 2013 com um álbum muito maduro para o seus 16 anos de idade na época. Ao invés de ficar lançando discos atrás de discos, ela se reservou para quatro anos depois, lançar o Melodrama. Que fala de seus infernos internos e alguns problemas que a fama traz. Não há nada comercial no seu trabalho. É verdadeiro, é dançante, é apaixonante, é Lorde, é Melodrama.

Rincon Sapiência – Galanga Livre

Galanga Livre

Rincon fez o melhor disco nacional. E não tem como negar. Um artista que já está na cena há um bom tempo, lança seu álbum de estréia da melhor forma possível. Fala da libertação de si mesmo, e da realidade do negro no cotiano do Brasil de diversas formas. O resultado não poderia ser outro. Teve muita influência do carnaval, funk carioca e daquelas guitarras com um groove bem marcante que deixa seu som único.

Kendrick Lamar – DAMN.

DAMN

E já no parâmetro internacional não tem jeito. O ano de 2017 foi do Kendrick Lamar. Ele é, sem dúvida, o maior Rapper da atualidade. Nesse disco ele volta para o clássico do Rap e do Hip-Hop. O disco se encaixa como uma história. Com ótimas participações de U2 e Rihanna, o trabalho é um soco na cara e ao mesmo tempo, um ótimo disco pra dançar e pular no meio do flow absurdo desse cara.

 

 

Achou que faltou alguns? Bom, fiz uma playlist no Spotify com esses artistas e muito mais que foi destaque nesse ano incrível pra música. E nessa playlist tem além Scalene, Tulipa Ruiz, Harry Styles, Foo Fighters, Far From Alaska, Linkin Park, Papa Roach, Mastodon, Djonga, Project 46, Eminem, entre outros.

Pra curtir, é só clicar aqui

 

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